Em sete anos, o abuso de bebidas alcoólicas provocou morte de 1.140 pessoas em Ribeirão, segundo dados do DataSUS. Leia o artigo…

As doenças decorrentes do consumo exagerado de bebidas alcoólicas provocaram a morte de 1.140 pessoas em Ribeirão Preto no período de sete anos, entre 1996 e 2012. É o que apontam as estatísticas do DataSUS, o departamento de informática do Sistema Único de Saúde.

Entre os 1.140 óbitos registrados no período, 828 foram decorrentes de doenças alcoólicas do fígado e 312 por transtornos mentais ocasionados pelo abuso do álcool, tido como uma das importantes causas de demência. A faixa etária mais acometida pelas mortes está entre 40 e 59 anos.

Estudos mostram que a dose segura de consumo de bebida alcoólica – sem qualquer agravo à saúde – é de até dois copos de cerveja ou dois cálices de vinho ao dia ou uma dose diária de bebida destilada (vodca, cachaça) para os homens.

Para mulheres, o cálculo é diferente – deve ser consumido até metade da quantidade estipulada para o sexo masculino. “Caso esses limites sejam respeitados, o paciente não desenvolverá nenhuma doença associada”, explica o clínico geral Carlos Rodrigues da Silva Filho.

Estrago geral

 

O médico acrescenta que, por ser uma substância de baixo peso molecular, o álcool não livra nenhum tecido do organismo dos efeitos maléficos – sistema nervoso central, tubo digestivo, sistema vascular, brônquios, pele.

A maior parte das mortes, explica, ocorre por conta do uso crônico da bebida alcoólica. “O uso começa na juventude, mas os efeitos levam um tempo para se instalar. Por isso o maior número de mortes ocorre entre 40 e 59 anos”, justifica.

Silva Filho acrescenta que os pacientes portadores de cirrose hepática por consumo de álcool não têm prioridade na fila de transplante de fígado. E isso ocorre em razão da dificuldade de o alcoólatra largar a bebida.

“A maior parte dos pacientes que recebem fígados transplantados têm doenças, como alguns tipos de câncer, por exemplo. O transplante de fígado tem pouca eficácia para os abusadores de álcool, já que só 30% dessas pessoas conseguem ficar afastadas da bebida. A reincidência é muito grande”, conclui o médico.

‘Alegria não está dentro da garrafa’

alcoolismo

Foi preciso estar prestes a se separar da mulher para o eletricista Jorge (nome fictício), 60, decidir clamar por ajuda. Há 34 anos, ele procurou pela primeira vez o AA (Alcoólicos Anônimos), ficou 40 dias “limpo”, mas depois foi vítima das recaídas. Em 1993, ele procurou novamente o grupo. Dessa vez, ficou firme e, desde então, parou de beber. “Hoje tenho consciência de que sou portador de uma doença incurável”, disse Jorge, que começou a beber aos 12 anos para vencer a timidez.

A força para largar o vício, segundo ele, veio do sentimento de se tornar um exemplo no lar. “Hoje me sinto muito bem, já passei uma mensagem para um alcoólatra que iria se suicidar e o trouxe param o AA. A vida é fantástica, a alegria está na gente, não dentro da garrafa”, conclui.

Indústria do álcool exige legislação

 

Que o álcool faz mal, já se sabe. O adolescente é vulnerável e vai beber. Precisamos falar também da vulnerabilidade do governo em limitar a indústria do álcool. Em um país vulnerável é cabível não ter legislação. É permitida, assim, a venda de álcool a preços de custo a universitários. A indústria do álcool é das mais poderosas. Financia campanhas políticas. Qualquer um vende álcool e não há fiscalização. Dados da Global Burden of Disease mostram que a carga do álcool na sociedade é mais letal do que qualquer outra doença evitável. Sem regulamentação de venda, vamos ter mais problemas. O maior número de mortes é registrado entre 40 e 59 anos porque os danos do álcool são acumulativos. A média de início do uso está cada vez mais baixa, entre 14 e 15 anos.

Clarice Sandi Madruga, Pesquisadora da Uniad (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas).

Extraído de: http://www.uniad.org.br/interatividade/noticias/item/22856-álcool-mata-uma-pessoa-a-cada-dois-dias-em-ribeirão-preto

 

Busque ajuda!

Muitas vezes, devido ao consumo do álcool, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação.
Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

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