Proporção de brasileiras jovens que consomem cocaína é maior que a de usuárias de maconha, mostra pesquisa da UNIFESP! Saiba mais…

Cerca de 2% das mulheres até 25 anos relataram ter usado cocaína e, 1,4%, maconha

Uma pesquisa realizada em março mostra que a proporção de brasileiras jovens que consomem cocaína é maior que a de usuárias de maconha. Os dados são do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, o fenômeno é raramente observado em outros países.

O estudo contou com 4.600 entrevistados com 14 anos ou mais de 149 municípios brasileiros. As entrevistas consideraram o uso no ano anterior à pesquisa, que foi feita em 2012.

Cerca de 2% das mulheres com até 25 anos relataram ter usado cocaína, e 1,4%, maconha. Entre os homens da mesma faixa etária, as proporções foram de 5% e 8,3%, respectivamente.

cocaína

“Há algo acontecendo com essa geração de meninas”, alerta o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do levantamento. Ele fala que o estudo não é analítico, mas que, diante dos números, autoridades precisariam tomar algumas medidas: “Quem precisa analisar e pensar como mudar isso são os responsáveis pela política pública do país. Eu me pergunto como será o futuro dessas meninas”.

Para a psicóloga e doutora em psiquiatria Ilana Pinksy, e uma das responsáveis pelos estudos, as mulheres estão ascendendo socialmente e isso traz o lado bom e ruim: “É um efeito colateral. Elas estão trabalhando mais, estudando mais, tornando-se mais independentes. Quando saí para pesquisar, vi muitos grupos só de mulheres bebendo, algo que não era tão comum até poucos anos atrás”.

Ela também lembra que o corpo feminino sofre mais com os efeitos das drogas e que as meninas, assim, estão se submetendo a riscos ainda maiores que os meninos.

Consumo “recreativo” de drogas não traz prejuízos a longo prazo? PARCIALMENTE VERDADE: os prejuízos vão depender do tipo de droga e de quão eventual é esse consumo “recreativo”. “É muito tênue o limite entre o ‘recreativo’ e o vício. Além disso, mesmo o consumo eventual pode provocar acidentes e levar ao sexo desprotegido”, afirma a psiquiatra Camila Magalhães, do Grupo de Estudos de Álcool e Drogas do Hospital da Clínicas da USP. Também é preciso levar em conta que cocaína, heroína e crack viciam com facilidade e, portanto, é difícil manter um consumo apenas “recreativo”.

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Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/03/26/no-brasil-mulher-jovem-consome-mais-cocaina-do-que-maconha.htm


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