O Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), mostra que o uso de álcool e drogas ilícitas atrapalham o desempenho escolar. Saiba mais…


O uso de álcool e drogas ilícitas atrapalham o desempenho escolar. Isso é o que mostra o quinto levantamento nacional feito pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e divulgado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).
 
A pesquisa realizada com 48.155 jovens, demonstrou que 54,4% dos que já haviam usado algum tipo de droga estavam pelo menos um ano atrasados em relação aos outros alunos da mesma idade.
 
O estudo feito em 27 capitais brasileiras, nas escolas da rede pública de ensino (fundamental e médio), aponta que 12,6% dos alunos com idade entre 10 e 12 anos já consumiram algum tipo de droga pelo menos uma vez na vida e que 7% deles já haviam fumado cigarro. O percentual sobe para 23,2% na faixa etária de 13 a 15 anos.
 
As drogas mais consumidas nessa faixa etária são os anfetamínicos (como remédios para inibir o apetite) e os energéticos, normalmente misturados com bebidas alcoólicas. Outras drogas como os solventes, maconha, cocaína e crack aparecem também, principalmente nos adolescentes entre 13 aos 15 anos.
O Brasil é o país que aparece na pesquisa como o maior consumidor de solventes, na frente de outros 25 países estudados.
 
Entre as drogas ilegais, os solventes são os escolhidos pela maioria dos entrevistados. Cola de sapateiro, benzina e acetona foram usadas por 15,5% dos jovens e 14% já usavam as substâncias por mais de um ano.
 
A última pesquisa desse tipo feita pelo órgão é de 1997 e abrangeu apenas dez capitais, com um universo de 15.503 alunos. A primeira é de 1987. Por isso, alguns dados das capitais que foram incluídas na série histórica de levantamentos não são comparáveis.
 

Especialistas

 
Para o professor Paulo Rogério Morais, da Universidade Braz Cubas, que pesquisa as reações de substâncias químicas no organismo e a memória, o principal problema é o uso do álcool na fase da adolescência: “Entre 10 ou 12 anos, o adolescente está na fase de descoberta e o uso precoce pode fazer comEstudos reforçam que o álcool e as drogas atrapalham o rendimento escolar dos jovens! que ele use o efeito da droga como estratégia contra a frustrações normais da idade”.
 
A pesquisa do Senad confirma as informações dadas pelo professor. A média de idade de usuários de álcool é de 12 anos, enquanto o uso de outras drogas “mais pesadas”, como cocaína e maconha, começa geralmente entre jovens de mais de 14 anos.
 
Para Teresa Lúcia dos Anjos Brandão, dirigente regional da diretoria de Ensino de Mogi das Cruzes, a prevenção é a arma mais importante do ponto de vista educacional, já que a escola “não fica às margens da sociedade”: “Temos necessidade de maior fiscalização do uso e na aplicação das leis, mas projetos de prevenção, que ressaltem a saúde e a qualidade de vida, são fundamentais”. Ela disse também que não faltam informações para os alunos e que normalmente os que se envolvem com drogas são estudantes faltosos.
 
Uma das conclusões da pesquisa é: estão entre os alunos que nunca usaram drogas os que têm melhor relacionamento com os pais e os que praticam esportes. Além disso, os que já fizeram uso de drogas faltaram mais às aulas.
O álcool é, também, a droga de maior uso freqüente entre os jovens: 11,7% afirmaram beber até seis vezes por mês e 6,7% afirmaram fazer uso pesado da bebida, por cerca de 20 dias por mês.
 

Recuperação

 
“A motivação para começar o tratamento contra a dependência é o principal obstáculo que enfrentamos. Os dependentes não julgam que perderam o controle sobre a droga e que não precisam das substâncias químicas no organismo”, ressaltou o professor Paulo Rogério Morais. Segundo ele, dos dependentes químicos que procuram tratamento médico ou psicológico, apenas 30% tem o sucesso desejado, os outros 70% voltam à dependência depois de pouco tempo de tratamento. A maior dificuldade apontada nos casos estudados por ele é o retorno a situações em que a droga é associada: “Para uma pessoa que costumava beber em uma roda de amigos, estar nela novamente e não fazer uso do álcool, por exemplo, é a parte mais difícil”.
 

Busque ajuda!

 
Muitas vezes, devido ao consumo do álcool e/ou droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação. 
 
Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

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