Existem comorbidades associadas à Dependência Química. Entre elas, os transtornos de humor causados pelo uso abusivo de álcool e/ou drogas podem se apresentar como depressão e transtorno afetivo bipolar. Saiba mais…

 

Comorbidades e a Dependência Química

 
Comorbidades - Transtornos de humor e a dependência química!Comorbidade é a ocorrência, ao mesmo tempo, de mais de uma doença mental qualquer em um mesmo individuo. As comorbidades podem estar associadas à dependência química. Entre elas estão os transtornos de humor que podem se presentar como depressão e transtorno afetivo bipolar.
 

Transtornos de Humor

 

Depressão

 
A depressão é considerada uma alteração do estado de ânimo (ou do humor), considerada como uma tristeza patológica (não saudável, não natural) com piora ao longo do dia, seja pela manhã, fim da tarde ou à noite, na qual se observa uma nítida perda de prazer em relação a eventos que eram anteriormente prazerosos e o despertar é mais cedo que o habitual, ou ocorre sonolência excessiva. O desânimo e a tristeza não são atenuados por fatores externos, tais como pessoas ou ambientes acolhedores.
 
Já a tristeza é considerada uma reação natural quando relacionada a uma situação ruim para um determinado indivíduo. Um episódio ou período de tristeza não evolui necessariamente para depressão. Geralmente, a tristeza natural res- ponde às circunstâncias boas, ou seja, ambientes ou pessoas acolhedoras e com “alto astral” fazem a pessoa triste se sentir melhor. A tristeza é um sentimento normal e não necessita de tratamento.
 
Nosso humor (estado de ânimo) naturalmente flutua: ficamos alegres quando conseguimos algo que desejávamos muito e ficamos tristes quando perdemos algo ou alguém importante. Quem tem transtorno afetivo bipolar (conhecido também como transtorno de humor bipolar) apresenta, ao longo da vida, quadros de polarização do humor com episódios de depressão (tristeza patológica) e quadros de mania (alegria patológica). Entre os intervalos pode haver períodos em que não apareçam os sintomas.
 
O episódio de mania é caracterizado pelo aumento na quantidade e na velocidade da atividade física e mental, o que poderá levar a pessoa a ficar muito irritável e ter seu juízo de realidade alterado. Se uma pessoa que ganha, por exemplo, um salário mínimo, retirar da poupança o dinheiro que a família guardou por anos e com ele comprar várias bicicletas e distribuí-las para as crianças vizinhas, alegando que “salvará a humanidade da poluição” pode se suspeitar que essa pessoa esteja em episódio maníaco. Há também diminuição do sono e, às vezes, desinibição sexual.
 
A depressão e a ansiedade são as comorbidades psiquiátricas mais frequentes, atingindo mais da metade dos usuários de cocaína. A associação entre o consumo de crack e a presença de problemas médicos, legais, familiares, sociais ou relacionados ao uso de álcool também são fatores que podem ele- var a vulnerabilidade para depressão.
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Transtorno Afetivo Bipolar

 
Os transtornos mentais decorrentes do uso de drogas já foram descritos de longa data associados ao transtorno afetivo bipolar. Alguns autores postularam que, em algumas situações, o uso das substâncias psicoativas poderia desencadear sintomas afetivos em indivíduos com tendência a ter quadros de transtorno afetivo bipolar.
 
O uso prolongado de estimulantes como a cocaína, crack e anfetaminas produzem quadros de euforia, vigor excessivo, humor expansivo, fluxo do pensamento acelerado. Estes efeitos se assemelham em muito com as fases maníacas do TAB. Já o uso continuado e repetitivo pode ter efeitos adversos no humor, semelhantes aos notados durante a depressão.
 
Claramente, existem aspectos da doença bipolar que podem aumentar a probabilidade de abuso de cocaína e crack, como o desejo de induzir novamente, prolongar ou acelerar os estados de humor elevado e energia e o desejo de aliviar o retardo psicomotor da depressão.
 
Tanto a depressão e o transtorno bipolar, assim como outros transtornos mentais decorrentes do uso de drogas estão fortemente associados a comporta- mento suicida. As ideias de suicídio nunca devem ser minimizadas, nem estimuladas de qualquer forma, e sim imediatamente avaliadas.
 
A depressão é a condição comórbida mais comumente identificada com maior predisposição ao suicídio em dependentes de crack, álcool ou outras drogas e por isso sua avaliação é imperativa nos dependentes de crack, especialmente quando as duas condições estão associadas.
 
Por outro lado, diversos estudos realizados com populações com transtornos mentais decorrentes do uso de drogas demonstram também uma alta frequência de sintomas depressivos que aparecem posteriormente ao início do uso de substâncias psicoativas podem gerar padrões de consumo mais graves, principalmente, se os sintomas não forem tratados adequadamente.
 

Como lidar com um dependente químico?

 
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