Lexotan bulaIndicações, contra-indcações, efeitos colaterais, dependência e abstinência do Lexotan. Saiba tudo sobre o Lexotan!

Lexotan bula 

Lexotan bula
Este texto pode ser utilizado apenas como uma referência secundária. É um registro histórico da bula deste medicamento. Este texto não pode substituir a leitura da bula que acompanha o medicamento. Os medicamentos podem mudar suas formulações, recomendações e alertas. Apenas a bula que acompanha o medicamento está atualizada de acordo com a versão do medicamento comercializada. Leia o aviso completo antes de ler este texto.
 
Nome genérico Bromazepam
 
Formas Farmacêuticas e Apresentações de Lexotan
 
Comprimidos de 3 mg
caixas com 20
 
Comprimidos de 6 mg
caixas com 20
USO ADULTO

Composição de Lexotan

 
Cada comprimido contém 3 mg ou 6 mg de 7-bromo-1,3-diidro-5-(2-piridil)-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona (bromazepam).
 
ATENÇÃO: O novo formato hexagonal de comprimidos de Lexotan de 3 mg e 6 mg não implica em alterações nas propriedades do produto.
 

Informações ao Paciente de Lexotan

 

O Produto de Lexotan

 
Sua ação se faz sentir após cerca de 20 minutos de sua administração.
 

Como Usar Lexotan

 
Lexotan só deve ser usado quando receitado por um médico. Este medicamento é bem tolerado pela maioria dos pacientes, porém, informe seu médico:
 
  • Se estiver tomando outros remédios e quais são eles. Não use e não misture remédios por conta própria;
  • Se está ou deseja engravidar e se planeja amamentar o seu bebê. Lexotan passa para o leite materno, podendo causar sonolência e prejudicar a sucção da criança;
  • Se sentir sonolência, cansaço, relaxamento muscular e dificuldade para andar;
  • Se se sentir agitado, irritado, agressivo e tiver pesadelos.
 
Não faça uso de bebidas alcoólicas enquanto estiver em tratamento com Lexotan. O álcool intensifica o efeito do Lexotan e isto pode ser prejudicial.
 

A Dose de Lexotan

 
Somente o médico sabe a dose ideal de Lexotan para o seu caso. Siga suas recomendações. Não mude as doses por sua conta.
 
Se você tem mais de 60 anos, sua sensibilidade ao Lexotan é maior do que a de pessoas mais jovens. É possível que seu médico tenha receitado uma dose menor e lhe tenha solicitado observar como reage ao tratamento. Assegure-se de que você está seguindo estas instruções.
 
Os comprimidos devem ser tomados com um pouco de líquido (não alcoólico).


Quando Suspender o Tratamento de Lexotan

 
Seu médico sabe o momento ideal para suspender o tratamento. Entretanto, lembre-se de que Lexotan não deve ser tomado indefinidamente.
 
Se você toma Lexotan em altas doses e deixa de tomá-lo de repente, seu organismo pode reagir. Assim, após dois a três dias sem qualquer problema, alguns dos sintomas que o incomodavam podem reaparecer espontaneamente. Não volte a tomar Lexotan. Esta reação, da mesma maneira que surgiu, desaparece em dois ou três dias. Para evitar este tipo de reação, seu médico pode recomendar que você reduza a dose gradualmente durante vários dias, antes de suspender o tratamento. Um novo período de tratamento com Lexotan pode ser iniciado a qualquer momento, desde que por indicação médica.
 

Prazo de Validade de Lexotan

 
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa). O uso de remédio com prazo de validade vencido não é recomendável.
 
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
 
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
 

Informação Técnica de Lexotan

 

Propriedades e Efeitos de Lexotan


Em doses baixas, Lexotan reduz seletivamente a tensão e a ansiedade; em doses altas, promove efeito sedativo e músculo-relaxante.
 

Farmacocinética de Lexotan

 
A concentração plasmática máxima é atingida em 1-2 horas após a administração oral. A biodisponibilidade média de substância não metabolizada é de 84%. A meia-vida de eliminação média é de 12 horas, mas pode ser maior nos pacientes idosos.
 
O bromazepam é metabolizado no fígado. Do ponto de vista quantitativo, predominam dois metabólitos:
 
3-hidroxi-bromazepam e 2-(2-amino-5-bromo-3-hidroxibenzoilpiridina), que são excretados pela urina principalmente sob a forma conjugada. Em média, 70% do bromazepam está ligado às proteínas plasmáticas.
 

Indicações de Lexotan

 
  • Distúrbios emocionais: estados de tensão e ansiedade, humor depressivo-ansioso, tensão nervosa, agitação e insônia;
  • Manifestações Relacionadas à Ansiedade e Tensão de Lexotan;
  • Distúrbios funcionais cardiovasculares e respiratórios, tais como: pseudo-angina do peito, ansiedade precordial, taquicardia, hipertensão psicogênica, dispnéia, hiperventilação;
  • Distúrbios funcionais gastrintestinais, como: síndrome de cólon irritável, colite ulcerativa, dor epigástrica, espasmos, distensão abdominal e diarréia;
  • Distúrbios funcionais geniturinários, como: bexiga irritável, freqüência urinária alterada e dismenorréia;
  • Outros distúrbios psicossomáticos, tais como: cefaléia e dermatoses psicogênicas.
Lexotan é ainda útil no tratamento dos estados de ansiedade e tensão nervosa devidos a doenças orgânicas crônicas e como adjuvante do tratamento psicoterápico e psiconeuroses.
 

Contra-Indicações de Lexotan

 
Lexotan não deve ser administrado a pacientes com hipersensibilidade aos benzodiazepínicos.
Para saber mais sobre os benzodiazepínicos leia o artigo:
Não administrar durante os três primeiros meses de gravidez, a não ser em caso de extrema necessidade, pois como ocorre com outros benzodiazepínicos, não deve ser afastada a possibilidade de ocorrência de danos fetais.
 
Como a possibilidade de passagem do bromazepam para o leite materno não pode ser afastada, as lactantes não devem ser medicadas regularmente com Lexotan.
 
Deve-se evitar o tratamento prolongado em mulheres em risco de procriar.
 

Precauções de Lexotan

 
Precaução especial ao se administrar Lexotan a pacientes com miastenia grave (devido ao relaxamento muscular pré-existente) e a pacientes com disfunções renais e hepáticas graves.
 
Nas primeiras 4 a 6 horas após a administração de Lexotan em altas doses, os pacientes devem evitar dirigir veículos ou operar máquinas perigosas devido à possibilidade do Lexotan, dependendo da dose e da sensibilidade individual, modificar as reações do paciente.
 

Dependência de Lexotan

 
Pode ocorrer dependência quando da terapia com benzodiazepínicos. O risco é mais evidente em pacientes em uso prolongado, altas dosagens e particularmente em pacientes predispostos, com história de alcoolismo, abuso de drogas, forte personalidade ou outros distúrbios psiquiátricos graves.
 
No sentido de minimizar o risco de dependência, os benzodiazepínicos só devem ser prescritos após cuidadosa avaliação quanto à indicação e devem ser administrados por período de tempo o mais curto possível. A continuação do tratamento, quando necessária, deve ser acompanhada bem de perto. A duração prolongada do tratamento só se justifica após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.
 

Abstinência de Lexotan

 
O início dos sintomas de abstinência é variável, durando poucas horas a uma semana ou mais. Nos casos menos graves, a sintomatologia da abstinência pode restringir-se a tremor, agitação, insônia, ansiedade, cefaléia e dificuldade para concentrar-se. Entretanto, podem ocorrer outros sintomas de abstinência, tais como sudorese, espasmos muscular e abdominal, alterações na percepção e, mais raramente delirium e convulsões.
 
Na ocorrência de sintomas de abstinência, é necessário um acompanhamento médico bem próximo e apoio para o paciente. A interrupção abrupta deve ser evitada e adotado um esquema de retirada gradual.


Interações Medicamentosas de Lexotan

 
Como ocorre com qualquer substância psicoativa, o efeito do Lexotan pode ser intensificado pelo álcool. Se Lexotan for usado concomitantemente com outros medicamentos de ação central, tais como neurolépticos, tranqüilizantes, antidepressivos, hipnóticos, analgésicos e anestésicos, seu efeito sedativo pode ser intensificado. O uso simultâneo com levodopa pode diminuir o efeito terapêutico da levodopa.
 

Reações Adversas de Lexotan

 
Em doses terapêuticas, Lexotan é bem tolerado. Cansaço, sonolência e, em raros casos, relaxamento muscular, podem ocorrer quando se usam altas doses. Estes sintomas desaparecem com a redução da dose.
 
Embora não existam evidências de efeitos tóxicos hematológicos ou afetando a função hepática ou renal, recomenda-se, nos tratamentos prolongados, controle do hemograma e da função hepática.
 

Posologia de Lexotan

 
Dose média para pacientes não hospitalizados: 1,5 a 3 mg até 3 vezes ao dia.
 
Casos graves, especialmente em pacientes hospitalizados: 6 a 12 mg, 2 ou 3 vezes ao dia.
 
Estas doses devem ser consideradas como recomendações gerais, devendo a dose de cada paciente ser estabelecida individualmente. O tratamento de pacientes não hospitalizados deve ser iniciado com doses baixas, gradualmente aumentados, até se atingir a dose ótima. Após algumas semanas e, no mais tardar, 3 meses, de acordo com o resultado do tratamento, deve-se tentar interromper a medicação. Um período de tratamento de 3 meses ou menos não ocasiona, em geral, qualquer problema. Caso seja necessário continuar o tratamento por mais de 3 meses, a retirada do medicamento deve ser gradual.
 

Instruções Posológicas Especiais de Lexotan

 
Pacientes idosos e enfraquecidos necessitam doses menores do que as recomendadas, devido às variações na sensibilidade individual e na farmacocinética do bromazepam.
 

Conduta na Superdosagem de Lexotan

 
A superdosagem manifesta-se por estado confusional, sono profundo, relaxamento muscular, hiporreflexia a amnésia. Recomenda-se lavagem gástrica, monitoramento e tratamento convencional das alterações respiratórias e cardiovasculares.
 
Nos casos de intoxicações graves por quaisquer benzodiazepínicos (com coma ou sedação grave), recomenda-se o uso do antagonista específico, o flumazenil, na dose inicial de 0,3 mg EV, com incrementos de 0,3 mg a intervalos de 60 segundos, até reversão do coma. No caso dos benzodiazepínicos de meia vida longa pode haver re-sedação, portanto, recomenda-se o uso de flumazenil por infusão endovenosa de 0,1 – 0,4 mg/hora, gota a gota, em glicose a 5% ou cloreto de sódio 0,9%, juntamente com os demais processos de reanimação, desde que o flumazenil não reverta a depressão respiratória.
 
Nas intoxicações mistas, o flumazenil também pode ser usado para diagnóstico.
 
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SUJEITA A RETENÇÃO.
 
O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA.
 
LEXOTAN – Laboratório
 
ROCHE
 
Av. Engenheiro Billings, 1729 – Jaguaré
São Paulo/SP – CEP: 05321-900
Tel: 0800 7720 289
Fax: 0800 7720 292
Site: http://www.roche.com/
Estrada dos Bandeirantes, 2020
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Rio de Janeiro – RJ

 


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