Estudo mostra que a maconha pode adiantar o surgimento de esquizofreniapsicoses. Saiba mais…


Fumar maconha pode adiantar o aparecimento de esquizofrenia

Fumar maconha pode adiantar o aparecimento de esquizofreniaDeve-se no momento aceitar que o consumo de maconha pode induzir sintomas psicóticos principalmente entre pessoas predispostas ao surgimento de quadros esquizofreniformes. Apenas uma avaliação clínica especializada, bem como um acompanhamento médico intensivo poderá auxiliar o usuário de maconha com quadro psicótico a ser adequadamente diagnosticado e tratado”.

Resposta: A maconha é a mais frequente substância ilícita abusada por adolescentes em geral e, apesar de ser ilegal em muitos países, trata-se de uma substância facilmente obtida e largamente cultivada.

Muitas pessoas que fazem uso dessa substância referem um sentimento de leve euforia e bem-estar após o uso, sendo uma das razões para a perpetuação do consumo. Em alguns indivíduos, contudo, o uso frequente tem consequências bastante adversas e pode provocar sintomas chamados psicóticos (audição de vozes, sensação de que estão sendo perseguidos, agitação psicomotora decorrente, etc). Adolescentes, particularmente, podem ser mais sensíveis aos efeitos do uso da maconha devido ao período da vida de continuado desenvolvimento cerebral.

Sobre o uso de maconha na adolescência recomendamos o artigo:


Quando um quadro psicótico ocorre entre usuários de maconha, esses indivíduos podem ser admitidos em unidades de emergência médica, embora geralmente os sintomas cessem em algumas horas. Em outros indivíduos, um quadro psicótico mais duradouro induzido pelo consumo de maconha pode acontecer e se assemelhar bastante a um quadro de esquizofrenia.

Além disso, em alguns outros indivíduos usuários de maconha, um primeiro episódio de surto esquizofrênico pode iniciar, e a maconha é comumente responsabilizada por isso em geral pelos familiares e pelos próprios pacientes.

De fato, o consumo de maconha pode produzir sintomas parecidos com quadros esquizofreniformes em indivíduos que já estão em risco para o desenvolvimento da doença esquizofrenia, devido ao fato que esses usuários já teriam prévias alterações cerebrais funcionais ou susceptibilidade genética.

Saiba mais sobre os sintomas da maconha e como ela age no organismo lendo os artigos:


Indivíduos que já sofrem de esquizofrenia e apresentam história pessoal de consumo de maconha ou outras substâncias demonstram um início mais precoce da doença (esquizofrenia) do que aqueles esquizofrênicos que nunca usaram maconha ou outras substâncias. Parece que entre os indivíduos do primeiro grupo têm menos sintomas negativos (apatia, falta de vontade de desempenhar atividades) e mais sintomas positivos (alucinações, delírios) do que os do segundo grupo. Também, alguns autores demonstram que as pessoas que padecem de esquizofrenia, se mantiverem o consumo de maconha, apresentarão um curso mais grave da doença, embora esse pior prognóstico não esteja apenas relacionado com o uso da maconha.

De fato, o relacionamento “consumo de maconha/esquizofrenia” não pode ser ignorado do ponto de vista clínico e epidemiológico. Em um estudo sueco, o risco relativo do surgimento de quadros esquizofrênicos entre usuários de maconha foi 4.1 comparado com não usuários de maconha e de 6.0 para consumidores pesados de maconha. Todavia, outro estudo australiano demonstrou que apesar do aumento da incidência de usuários de maconha no país, não houve aumento da incidência do diagnóstico de esquizofrenia. Todavia, os autores do último estudo apontam que, embora não haja uma relação unifatorial e unicausal entre uso de maconha e esquizofrenia, o consumo dessa substância pode precipitar quadros psicóticos em pessoas vulneráveis, bem como piorar o curso da doença esquizofrenia.

Ao contrário, outro estudo publicado no British Journal of Psychiatry em 2004 (Arseneault L, Cannon M, Witton J, Murray RM. Causal association between cannabis and psychosis: examination of the evidence. Br J Psychiatry 2004;184:110-7) revisou 5 outros estudos que incluíram amostras bem definidas da população, avaliando o consumo de maconha e o posterior surgimento de quadros esquizofrênicos. Os autores concluíram que o uso de maconha confere um aumento de duas vezes no risco relativo para esquizofrenia. Ainda, os autores sugeriram que a eliminação do consumo de maconha reduziria a incidência da esquizofrenia em cerca de 8%, assumindo uma relação de causalidade.

De fato, dados como estes não podem ser desconsiderados. No entanto, deve-se no momento aceitar que o consumo de maconha pode induzir sintomas psicóticos principalmente entre pessoas predispostas ao surgimento de quadros esquizofreniformes. Apenas uma avaliação clínica especializada, bem como um acompanhamento médico intensivo poderá auxiliar o usuário de maconha com quadro psicótico a ser adequadamente diagnosticado e tratado.

Outros problemas psíquicos e psicoses também podem surgir depois de anos de uso crônico da maconha.

Para saber sobre os riscos de psicose ocasionados pelo consumo de maconha recomendamos o artigo:


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maconha causa dependência e nos casos em que o usuário não consegue abandonar a maconha é necessário um tratamento adequado.

Leia o artigo sobre o tratamento da dependência de maconha:

Curso-Dependência de Maconha: como lidar? 

curso “Dependência de Maconha: como lidar?” é direcionado aosprofissionais da área da saúdeeducação a pais de dependentes químicos e qualquer pessoa que desejar saber mais sobre a dependência de maconha!

Dependência de Maconha: como lidar?
Existem muitos relatos de pessoas que admitem não serem dependentes de maconha. Acontece que nem sempre é assim, algumas pessoas podem ficar dependentes de maconha.

A maconha causa dependência?

As pessoas que fumam maconha podem ficar dependentes sim!

Em 1993 nos Estados Unidos, mais de 100.000 pessoas que procuraram ajuda em programas de tratamento apontavam o seu uso de maconha como causa da necessidade do tratamento.

dependência química é progressiva porque avança, ou seja, vai se tornando cada vez mais grave com o passar do tempo. Aos poucos ela vai comprometendo todas as áreas da vida da pessoa e, naturalmente, se desenvolve fazendo com que o indivíduo necessite de maiores quantidades em maior frequência para obter o mesmo efeito que tinha antes, ou seja, dosagens cada vez maiores. Chamamos esta progressão de tolerância orgânica.

Alguns dos consumidores frequentes podem desenvolver tolerância à droga; frequentemente o usuário relata um aumento progressivo da quantidade de maconha que consome.

Assim, este cursos vai mostrar uma visão abrangente sobre a dependência de maconha, a fim de oferecer recursos para que os profissionais da saúde, educadores e pais de dependentes de maconha aprendam a lidar a dependência da maconha, que é uma realidade cada vez mais comum e presente nas nossas vidas.

Quem não tem ou nunca teve alguém na família ou um amigo ou parente que teve problemas com droga? 

Hoje, as drogas são uma realidade e está em todos os lugares, nas ruas, nas escolas, nos grupos de amigos e até na nossa família, e muitas vezes não percebemos que elas estão à nossa volta por falta de conhecimento. Este curso pode ajudar a percebê-las e a lidar com a situação!

Sobre o curso “Dependência de Maconha: como lidar?”


O curso “Dependência de Maconha: como lidar?” é direcionado ao público geral, desde profissionais da área da saúde, educação a pais de dependentes químicos ou a quem esteja interessado em expandir seus conhecimentos e aprender informações atuais e práticas sobre a dependência de maconha. O curso tem como objetivo responder perguntas frequentes a respeito dessa doença, esclarecendo questões importantes para aqueles que convivem ou trabalham com indivíduos que sofrem desse problema.

Professores

Aline Baptistão- Psicóloga CRP 06/94648, Ana Carolina Schimidt – Psicóloga CRP 06/99198 e Dr. Hewdy Lobo Ribeiro CREMESP 114681.

Dependência de Maconha: como lidar?


Para saber mais informações ou esclarecer dúvidas entre em contato conosco:
sossobriedade@gmail.com






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Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/maconha_psicose.htm

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