Estudo realizado para comparar os efeitos do tabaco e da maconha nos pulmões considera aspectos importantes, sem defender o consumo de nenhuma droga. Saiba mais!

Estudo compara os efeitos do tabaco e da maconha nos pulmões

Estudo compara os efeitos do tabaco e da maconha nos pulmõesFumar maconha é menos danoso ao pulmão do que consumir os cigarros tradicionais, de tabaco, segundo um estudo norte-americano publicado na terça-feira (10) pela revista científica “Journal of the American Medical Association”.

Substância presente na maconha pode diminuir dor de quimioterapia
Um quarto dos pacientes de câncer de testículo usa maconha, diz estudo

A pesquisa usou uma base de dados de fumantes – de maconha e tabaco – pelo período de 20 anos. Entre os que consumiram tabaco, houve redução da capacidade pulmonar. Já entre os fumantes de maconha, não houve perda; pelo contrário, o volume de ar que cabe nos pulmões aumentou um pouquinho.

Stefan Kertesz, autor do estudo, disse ao G1 que o consumo da maconha envolve mecanismos mais complexos, não só no corpo como um todo, mas também nos aspectos morais e culturais, e que seu trabalho não deve servir como uma defesa da droga.

“Não faz sentido olhar para o consumo da maconha apenas pelo ponto de vista do pulmão”, disse o pesquisador da Universidade do Alabama, em Birmingham.
Fumaça menos tóxica?

Kertesz explicou que o estudo foi feito com usuários leves e moderados, que consomem até 20 “baseados” por ano. “A maior parte das pessoas que fumam muita maconha também fuma tabaco”, argumentou o cientista.

Claramente, há substâncias tóxicas na fumaça da maconha”.

A maconha pode causar danos no organismo como um todo, como por exemplo, na memória, desenvolver transtornos de ansiedade e pânico, quadros de esquizofrenia, entre outros problemas físicos e psíquicos.

Para saber mais sobre quais os efeitos da maconha no organismo recomendamos o artigo:

Stefan Kertesz ressaltou também que a base de dados usada era de adultos saudáveis, e que, por isso, viciados acabaram sendo naturalmente excluídos. “Quem fuma muito também tem problemas sociais, como perder emprego, o que também afeta a saúde”, ponderou.

O fato de que o pulmão não foi afetado não significa que a fumaça da maconha seja benigna. “Claramente, há substâncias tóxicas na fumaça da maconha”, esclareceu Kertesz.

Uma diferença clara entre os que consomem as substâncias é a quantidade de cigarros. “O típico comportamento do fumante de tabaco significa mais fumaça para dentro do pulmão”, afirmou o pesquisador.

Marta Jezierski, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, diz que um estudo como esse já vinha sendo aguardado pelos especialistas.
Segundo ela, a ideia de que a maconha faz menos mal à saúde do que o cigarro circula como um mito. “Havia suspeitas, mas não havia um estudo que confirmasse”, disse a médica.

A verdade é que os dois fazem mal à saúde. A maconha pode provocar infertilidade, esquizofrenia, perda de memória e câncer de testículo. Já o tabaco aumenta o risco de quase todos os cânceres, em especial os do sistema respiratório, e também representa maior possibilidade de doenças cardiovasculares.


Curso-Dependência de Maconha: como lidar? 

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Dependência de Maconha: como lidar?
Existem muitos relatos de pessoas que admitem não serem dependentes de maconha. Acontece que nem sempre é assim, algumas pessoas podem ficar dependentes de maconha.

A maconha causa dependência?

As pessoas que fumam maconha podem ficar dependentes sim!

Em 1993 nos Estados Unidos, mais de 100.000 pessoas que procuraram ajuda em programas de tratamento apontavam o seu uso de maconha como causa da necessidade do tratamento.

dependência química é progressiva porque avança, ou seja, vai se tornando cada vez mais grave com o passar do tempo. Aos poucos ela vai comprometendo todas as áreas da vida da pessoa e, naturalmente, se desenvolve fazendo com que o indivíduo necessite de maiores quantidades em maior frequência para obter o mesmo efeito que tinha antes, ou seja, dosagens cada vez maiores. Chamamos esta progressão de tolerância orgânica.

Alguns dos consumidores frequentes podem desenvolver tolerância à droga; frequentemente o usuário relata um aumento progressivo da quantidade de maconha que consome.

Assim, este cursos vai mostrar uma visão abrangente sobre a dependência de maconha, a fim de oferecer recursos para que os profissionais da saúde, educadores e pais de dependentes de maconha aprendam a lidar a dependência da maconha, que é uma realidade cada vez mais comum e presente nas nossas vidas.

Quem não tem ou nunca teve alguém na família ou um amigo ou parente que teve problemas com droga? 

Hoje, as drogas são uma realidade e está em todos os lugares, nas ruas, nas escolas, nos grupos de amigos e até na nossa família, e muitas vezes não percebemos que elas estão à nossa volta por falta de conhecimento. Este curso pode ajudar a percebê-las e a lidar com a situação!

Sobre o curso “Dependência de Maconha: como lidar?”


O curso “Dependência de Maconha: como lidar?” é direcionado ao público geral, desde profissionais da área da saúde, educação a pais de dependentes químicos ou a quem esteja interessado em expandir seus conhecimentos e aprender informações atuais e práticas sobre a dependência de maconha. O curso tem como objetivo responder perguntas frequentes a respeito dessa doença, esclarecendo questões importantes para aqueles que convivem ou trabalham com indivíduos que sofrem desse problema.

Professores

Aline Baptistão- Psicóloga CRP 06/94648, Ana Carolina Schimidt – Psicóloga CRP 06/99198 e Dr. Hewdy Lobo Ribeiro CREMESP 114681.

Dependência de Maconha: como lidar?


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sossobriedade@gmail.com





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Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/fumar-tabaco-danifica-mais-o-pulmao-do-que-maconha-diz-estudo.html

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