Estudo de 10 anos mostra os riscos de psicose causados pelo consumo de maconha! O uso de maconha entre adolescentes e adultos jovens pode disparar o surgimento de sintomas psicóticos


Consumo de maconha aumenta o risco de psicose em jovens

Consumo de maconha aumenta o risco de psicose em jovens“Nesse estudo, durante 10 anos, os pesquisadores acompanharam 1923 indivíduos da população geral da Alemanha, entre 14 e 24 anos de idade, sem história prévia de quadros psicóticos ou mesmo uso de maconha. Aqueles que iniciaram o consumo de maconha durante o estudo apresentaram risco cerca de duas vezes maior de apresentar sintomas psicóticos do que aqueles que permaneceram livres da maconha”.

No texto anterior comentei um recente estudo sobre a relação entre o consumo de maconha e esquizofrenia – clique aqui e leia. Agora irei comentar um recente estudo sobre a relação entre o consumo de maconha e psicose.

O uso de maconha entre adolescentes e adultos jovens pode disparar o surgimento de sintomas psicóticos, semelhantes a quadros esquizofrênicos. O uso continuado da droga pode, de fato, aumentar o risco da instalação de transtornos psicóticos persistentes, conforme atesta recente estudo aprovado pela prestigiada revista British Medical Journal.

Sobre o uso de maconha na adolescência recomendamos o artigo:

Pessoas jovens devem saber que fumar maconha pode ser bastante nocivo para a sua saúde mental (e também física), ao contrário do que muitos dos próprios adolescentes e adultos jovens (e, às vezes, não tão jovens) pensam.

Jovens com menos de 16 anos que iniciam o consumo de maconha (na forma fumada) parecem ter um risco maior para problemas comportamentais futuros. Essa fração da população jovem que fuma maconha frequentemente tende a manter o consumo por tempo mais prolongado.

Vários estudos prévios já tinham reportado o maior risco de sintomas psicóticos entre usuários da droga. Esse atual estudo demonstra que, em uma percentagem não negligenciável, o consumo de maconha precede o surgimento de quadros psicóticos.

Veja outros sintomas da maconha nos artigos:


Nesse estudo, durante 10 anos, os pesquisadores acompanharam 1923 indivíduos da população geral da Alemanha, entre 14 e 24 anos de idade, sem história prévia de quadros psicóticos ou mesmo uso de maconha. Aqueles que iniciaram o consumo de maconha durante o estudo apresentaram risco cerca de duas vezes maior de apresentar sintomas psicóticos do que aqueles que permaneceram livres da maconha. Esse fato foi mantido, mesmo após os pesquisadores controlarem os efeitos de outras variáveis que podiam confundir os resultados, como idade, gênero, nível social, consumo de outras substâncias e outros problemas e transtornos psiquiátricos.

A taxa de incidência de sintomas psicóticos entre usuários de maconha foi de 30% contra 20% entre não usuários, considerando o período desde o início do estudo até 3,5 anos depois. Já no período entre 3,5 anos do início do estudo até 8,4 anos após, a taxa de incidência de sintomas psicóticos entre usuários de maconha foi de 14% contra 8%, respectivamente.

É importante destacar que os usuários de maconha que apresentaram sintomas psicóticos e mesmo assim mantiveram o consumo da droga tiveram maior chance de persistência desses sintomas do que aqueles usuários que deixaram de fumar depois do surgimento dos ditos sintomas.

Esses resultados indicam que o consumo de maconha aumenta o risco do surgimento de sintomas psicóticos e que a manutenção do uso possibilita a manutenção desses sintomas. Na minha prática clínica já presenciei alguns exemplos desses sintomas:

– indivíduo usuário de maconha passa a acreditar que está sendo perseguido pelo exército e, devido a essa crença, passa a vigiar a sua vizinhança. Todo movimento dos vizinhos pode ser motivo para recrudescer a desconfiança.

– indivíduo usuário de maconha vai a um show de música e acredita que o músico no palco enviou uma mensagem para ele através do olhar. O usuário corre para a sua casa, bastante agitado, e diz para a sua mãe que algumas pessoas têm muito poder sobre a sua vida. Como sua mãe percebe um comportamento não usual, fica bastante preocupada e tenta acalmar seu filho sem muito sucesso.

Biologicamente defensável


Os autores do estudo explanam que o link entre consumo de maconha e sintomas psicóticos é biologicamente defensável, já que um outro estudo demonstrou que o uso intravenoso de tetra-hydro-canabinol (o princípio básico da maconha) provocou tanto sintomas psicóticos ditos positivos (delírios, alucinações, agitação psicomotora) quanto sintomas psicóticos ditos negativos (embotamento afetivo, apatia, abulia) e de maneira dose-dependente tanto entre pessoas normais quanto entre portadoras da doença esquizofrenia.

O desafio do estudo, segundo os pesquisadores, é convencer os jovens sobre esses riscos, diminuindo a incidência de novos usuários.

A maconha também pode aumentar o risco de esquizofrenia. Recomendamos o artigo que fala mais detalhes dos riscos:


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maconha causa dependência e nos casos em que o usuário não consegue abandonar a maconha é necessário um tratamento adequado.

Leia o artigo sobre o tratamento da dependência de maconha:

Curso-Dependência de Maconha: como lidar? 

curso “Dependência de Maconha: como lidar?” é direcionado aosprofissionais da área da saúdeeducação a pais de dependentes químicos e qualquer pessoa que desejar saber mais sobre a dependência de maconha!

Dependência de Maconha: como lidar?
Existem muitos relatos de pessoas que admitem não serem dependentes de maconha. Acontece que nem sempre é assim, algumas pessoas podem ficar dependentes de maconha.

A maconha causa dependência?

As pessoas que fumam maconha podem ficar dependentes sim!

Em 1993 nos Estados Unidos, mais de 100.000 pessoas que procuraram ajuda em programas de tratamento apontavam o seu uso de maconha como causa da necessidade do tratamento.

dependência química é progressiva porque avança, ou seja, vai se tornando cada vez mais grave com o passar do tempo. Aos poucos ela vai comprometendo todas as áreas da vida da pessoa e, naturalmente, se desenvolve fazendo com que o indivíduo necessite de maiores quantidades em maior frequência para obter o mesmo efeito que tinha antes, ou seja, dosagens cada vez maiores. Chamamos esta progressão de tolerância orgânica.

Alguns dos consumidores frequentes podem desenvolver tolerância à droga; frequentemente o usuário relata um aumento progressivo da quantidade de maconha que consome.

Assim, este cursos vai mostrar uma visão abrangente sobre a dependência de maconha, a fim de oferecer recursos para que os profissionais da saúde, educadores e pais de dependentes de maconha aprendam a lidar a dependência da maconha, que é uma realidade cada vez mais comum e presente nas nossas vidas.

Quem não tem ou nunca teve alguém na família ou um amigo ou parente que teve problemas com droga? 

Hoje, as drogas são uma realidade e está em todos os lugares, nas ruas, nas escolas, nos grupos de amigos e até na nossa família, e muitas vezes não percebemos que elas estão à nossa volta por falta de conhecimento. Este curso pode ajudar a percebê-las e a lidar com a situação!

Sobre o curso “Dependência de Maconha: como lidar?”


O curso “Dependência de Maconha: como lidar?” é direcionado ao público geral, desde profissionais da área da saúde, educação a pais de dependentes químicos ou a quem esteja interessado em expandir seus conhecimentos e aprender informações atuais e práticas sobre a dependência de maconha. O curso tem como objetivo responder perguntas frequentes a respeito dessa doença, esclarecendo questões importantes para aqueles que convivem ou trabalham com indivíduos que sofrem desse problema.

Professores

Aline Baptistão- Psicóloga CRP 06/94648, Ana Carolina Schimidt – Psicóloga CRP 06/99198 e Dr. Hewdy Lobo Ribeiro CREMESP 114681.

Dependência de Maconha: como lidar?


Para saber mais informações ou esclarecer dúvidas entre em contato conosco:
sossobriedade@gmail.com






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Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/maconha_psicose.htm

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