Comportamentos impulsivos e destrutivos geram mais problemas do que soluções ao tentar resolver situações de conflito. Saiba como lidar consigo mesmo para poder lidar com um dependente químico e evitar brigas desnecessárias!


Como evitar brigas com um dependente químico

Como evitar brigas com um dependente químicoSe pararmos para pensar e observar, percebemos que muitas pessoas não conseguem ficar muito tempo em uma situação boa. De repente, sem motivo explicável, “do nada”, armam ou criam um contexto ou ação para que a raiva, a angustia, a destruição possam surgir.

O que seria isso? Como poderiam ser compreendidas tais mudanças na conduta?
Respondendo de maneira simples, nada mais é do que a ação do impulso destrutivo.

Mas, o que é impulso destrutivo?

Todos nós, “seres humanos”, vivemos em constante sabotagem com nós mesmos. Somos tomamos por pensamentos de que nada vai dar certo, de que as pessoas querem nos prejudicar ou de que alguém está nos provocando. Sempre buscamos fazer o papel de vítima!

Esses pensamentos de derrotas nada mais são do que os impulsos destrutivos pertencentes à mente e, que graças a ação do princípio de realidade que podem ser transformados em pensamentos construtivos e, assim, saber lidar com os medos e anseios característicos de uma pessoa, um humano.

A influência do impulso destrutivo na vida de uma pessoa!


Nós, seres humanos, temos impulsos destrutivos, mas também temos impulsos positivos também como criatividade e proatividade, amor, etc. Os impulsos negativos e positivos conflitam em nossa mente diariamente e somos obrigados a lidar com eles da melhor forma possível. Tudo isso acontece de maneira inconsciente, ou seja, não percebemos, mas fazemos isso todos os dias, toda hora.

Recomendamos os artigos que falam sobre como lidar melhor com os pensamentos, sentimentos e emoções, e assim, ter uma vida melhor e mais harmoniosa consigo mesmo e com as pessoas ao redor. Vale a pena ler:


Aprendendo a lidar com os impulsos destrutivos para evitar brigas com um dependente químico


Cada vez que escolhemos conversar ao invés de brigar, estamos lutando pela harmonia, fazendo com que o impulso para vida prevaleça sobre o impulso destrutivo. Ou, então, quando respeitamos ao invés de desprezarmos ou mesmo, ainda, quando escolhemos não fazer alguma coisa que nos faz mal.

Os conflitos e brigas não resolvem os problemas, só aumentam e criam outros problemas!

De acordo com Freud, o ser humano vivo é um ser em um estado sensorial, isto é carregado de excitação que busca desesperadamente alívio ou prazer. Para lidarmos com essa excitação, o nosso aparelho psíquico é regido por 3 princípios básicos : Princípio de nirvana (tendência do instinto de morte em conter a inquietação da vida para a estabilidade do estado inorgânico ou morte propriamente dita), Princípio do prazer (representa as exigências da libido, satisfação da inquietação) e Princípio da realidade (mudança do princípio do prazer para realidade ou do que é possível frente à influência do mundo externo).
Paralelamente a isso, ainda segundo Freud, existem duas pulsões, a de vida, sinônimo de força (que liga) e a de morte (que desliga).

Enquanto a pulsão de morte leva à movimentos destrutivos, predatórios, como odiar, reduzir, vulgarizar, separar, desagregar, desconectar a toa, desintegrar e destruir, a pulsão de vida leva para uma direção positiva, de criar, amar, ampliar, multiplicar, unir, agregar, integrar e dessa forma, conecta para evoluir à estágios cada vez mais prósperos.

O que acontece no dependente químico é que a pulsão de morte ou impulso destrutivo é muito maior que o construtivo (fruto de um “déficit” do interjogo dessas pulsões de vida e de morte). Dessa forma o seu prazer é deslocado para a dor, em enfrentar tal perigo e não na forma de aprender na dor.

O Dependente Químico ao utilizar do impulso destrutivo, para enfrentar a vida, briga com o mundo para cuidar de sua sobrevivência (do que ficou aprendido na relação materna) de tal modo que limita o essencial que é o vínculo com o mundo.
Resta, portanto, tanto para o dependente químico quanto para a família, melhorar a sua relação com o mundo, reconhecer que para existir depende do entristecer, sentir dor da responsabilidade, enfrentar o trabalho com ou sem frustração e, assim ter uma boa vida psíquica. É utilizar da inteligência a serviço da maturidade a vivência da perda, da tristeza e da dor como algo humano! E, dessa forma refazer esse caminho através do conhecimento nesse novo tempo e espaço!

A maior fonte de discussões entre a família acontece por causa de que a família deseja que aquele sofrimento acabe e que o dependente químico procure ajuda, já o dependente químico entra em crise e não quer que ninguém se intrometa na vida dele.

A família precisa entender que o dependente químico está doente, insano, então as brigas não resolvem nada. Um doente precisa de tratamento e as brigas não tratam ninguém, só deixam mais doentes.

E o que fazer se o dependente não quer tratamento!


Grupo de Apoio aos co-dependentesSe o dependente químico não quer tratamento a família pode se tratar para melhorar por si mesma. O livre arbítrio é lei e quem não respeita essa lei sofre.

Existem grupos de apoio que ajudam os co-dependentes a lidarem melhor com as situações de crises e brigas em casa.

Recomendamos os artigos que falam sobre os Grupos de Apoio aos Co-dependentes:


Não existem uma fórmula mágica para resolver os problemas da dependência química. Mas existem recursos que podem ajudar as pessoas que desejam ter uma vida melhor. Se o dependente químico não quiser ajuda você pode buscar para si mesmo.





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Fonte: http://www.depquimicaesociedade.com.br/index.php/quando-ainda-o-impulso-destrutivo-domina-os-pensamentos-e-as-acoes-do-dependente-quimico-em-recuperacao/

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