O tratamento da dependência química visa atender pessoas que sofrem com a dependência de álcool e/ou drogas. Conheça como funciona o tratamento para dependentes químicos!

Como funciona o tratamento da dependência química

 
Como funciona o tratamento da dependência químicaO tratamento da dependência química começa quando o dependente químico conscientiza-se da sua doença. Apesar de muitas pessoas não aceitarem a dependência química como doença, ela é, de fato, uma doença progressiva, incurável e fatal.

Para entender melhor sobre o conceito de dependência química como doença recomendamos ler a página do nosso blog:


Assim, a primeira coisa, e mais importante é aceitar a doença e a necessidade de um tratamento adequado. Se o paciente não está disposto a enfrentar o tratamento de frente, não conseguirá a recuperação.

O tratamento é impossível, no entanto, quando o paciente não está ainda realmente convicto da necessidade de tratamento. Por maior que seja a boa vontade de familiares e amigos, no entanto, ninguém pode ajudar o paciente independente do desejo real deste.

1º Fase : Abstinência total de álcool e/ou drogas


Uma vez que o paciente esteja desejando o tratamento, o primeiro passo é a abstinência total de qualquer bebida alcoólica e drogas potencialmente causadora de dependência.

A abstinência total na primeira fase não significa que futuramente o paciente poderá voltar ao “uso controlado”. Na verdade, a abstinência é para sempre, ou seja, ele nunca mais poderá usar nada.

Recomendamos ler o artigo sobre os sintomas de abstinência. Vale a pena ler:


    Como funciona o tratamento da dependência químicaInvariavelmente, os primeiros dias sem a droga são difíceis, pois o corpo e a mente do dependente exigem a droga. Os sintomas de abstinência real, física, têm curta duração: em 5 a 10 dias, o corpo já esqueceu da droga. Qualquer sintoma de abstinência depois do 10° dia de abstinência total são de natureza psicológica ou sintomas de algum distúrbio físico ou mental desenvolvido durante o uso da droga e não percebido durante a ativa.

    Na primeira semana de abstinência do álcool, que pode ser muito grave, ou quando o dependente de qualquer droga desenvolva sintomas psiquiátricos potencialmente ameaçadores ou muito desconfortáveis, o médico geralmente entrará com medicação. Esta medicação não é para o resto da vida, mas para um período de tempo variável.

    Um psiquiatra acostumado a tratar dependentes químicos pode empregar o esquema de suporte medicamentoso mais adequado ao caso.

    A medicação evita que um quadro grave não se desenvolva e retira os sintomas mais grosseiros. Desde o primeiro comprimido, o dependente deve entender que não deve substituir a droga de abuso pela droga médica, e que medicação não pode resolver problemas de vida.

    2º Fase: Reconstrução da pessoa


    Após os sintomas de abstinência e a fase de desintoxicação, que acontecem simultaneamente durante os três primeiros meses de tratamento, inicia-se um processo mais abrangente de reconstrução da pessoa, que busca recuperar valores esquecidos, modificar hábitos e comportamentos negativos e, principalmente, tratar dos aspectos psíquicos, como emoções, tolerância as frustrações, confusões mentais, fortalecimento pessoal, motivação, entre outras variáveis internas e comportamentais.

    Nesta fase, o paciente desperta para uma nova maneira de viver e se relacionar com o mundo e consigo mesmo, aceitando suas limitações e reforçando o seu potencial humano, através das suas qualidades e oportunidades de crescimento.

    É por isso que em muitos centros de tratamentos optam por terapias que reconstroem a pessoa através de estímulos internos e externos, proporcionando atividades estimuladoras como laboterapias, arteterapias, musica, cursos de capacitação, espiritualidade e terapias grupais e individuais.

    3º Fase: Reinserção social


    Nesta fase, que acontece após os seis meses de tratamento, a pessoa encontra-se em um estado mais equilibrado, porém não recuperado, e pode estar apta a reintegrar na sociedade. Lembrando que a reinserção só acontece mediante avaliação da equipe técnica de tratamento.

    A reinserção social permite que o paciente, aos poucos, comece a se adaptar ao convívio social e familiar, reestabelecendo os vínculos, mas agora saudáveis, e demonstrando os primeiros comportamentos em sociedade. É uma fase de readaptação.

    Considerações importantes

    Medicação


    Em casos mais críticos, um psiquiatra acostumado a tratar dependentes químicos pode empregar o esquema de suporte medicamentoso mais adequado ao caso. A medicação evita que um quadro grave não se desenvolva e retira os sintomas mais grosseiros.

    Em outros casos ainda, o paciente, mesmo em abstinência, apresenta algum transtorno mental mais grave, por exemplo, com risco de suicídio ou confusão mental. Nestes casos, também se sugere a internação em hospital psiquiátrico.

    Co-dependência


    A família também deve se tratar devido ao quadro de co-dependência instalado, visto que, as pessoas mais próximas que viveram a adicção junto com o dependente também adoecem.

    O artigo sobre co-dependência explica detalhadamente como funciona:

     
    Existem grupos de apoio destinados a atenderem familiares e pessoas que sofrem a co-dependência:


    Freqüentemente, familiares e amigos bem intencionados querem internar o paciente contra sua vontade. Os benefícios desta atitude são questionáveis. Embora realmente uma minoria dos pacientes internados “à força” acordem para a necessidade de tratamento após um período de afastamento forçado da droga, geralmente estas internações involuntárias são pouco efetivas.

    Se o paciente apresenta grave transtorno mental, que, na opinião do médico e de seus familiares, limite sua capacidade de decidir por si mesmo, a internação involuntária pode ser realizada, sempre de acordo com a lei. Nestes casos, no entanto, não se trata de uma internação psiquiátrica para tratamento da Dependência Química, mas do transtorno mental relacionado a ela ou não.

    Manutenção pós-tratamento


    O dependente químico que termina um tratamento de dependência química tem a obrigação de cuidar da sua sobriedade, a fim de preservar a sua sanidade e evitar recaídas.

    Já falamos anteriormente que a dependência química é uma doença incurável, o que leva a pensar que é fundamental a manutenção da recuperação para a vida inteira. Isto não significa estar em tratamento para o resto da vida, mas cuidar da sua saúde física, mental, emocional e espiritual.

    Vale a pena ler:


    Existem vários recursos disponíveis para a manutenção da recuperação, como por exemplo, os Grupos de Apoio, as terapias, espiritualidade, grupos deprevenção a recaída, além do envolvimento com atividades relacionadas a recuperação de outros dependentes químicos.

    Estar envolvido constantemente com a recuperação de dependentes químicos, além de ajudar outras pessoas que sofrem da mesma doença, mantém o dependente em contato com o programa de recuperação e manutenção, o que evita possíveis recaídas.

    Recomendamos ler os artigos que ajudam na manutenção da recuperação:



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