Os efeitos de uma boa meditação são muitos, dentre eles, a serenidade que se consegue no momento em que estamos com a mente quieta. Mas todos nós, seres humanos, somos portadores de sofrimentos e angústias que carregamos durante a jornada da vida e a meditação busca melhorar esse contato com nós mesmos, a fim de, gradativamente, eliminar estes sofrimentos e angústias e alcançar a paz de espírito.

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O sofrimento

O caminho para a realização espiritual

Um dos grandes problemas de quem começa a praticar a meditação é pensar que atingiu algo, ele senta-se e pensa – Ah, eu consegui mais serenidade, ou então – Que bom, eu pratico a meditação e sou mais sereno, sou mais “zen” – como se diz na gíria. Mas isso não tem nada a ver com o zen. Adquirir serenidade é uma prática que pode ser feita de muitas formas e não precisa necessariamente ter um objetivo espiritual, pois a serenidade é apenas um estado de quietude da mente.

Como lidar com os sofrimentos através da meditação

Assim a primeira coisa a fazer quando se pratica a meditação é sentar e ficar quieto. Os mais experientes ficam em média 40 minutos sentados quietos, mas os iniciantes, se não conseguirem ficar esse tempo, 10 a 15 minutos, já é um bom começo. Há pessoas que desistem na primeira tentativa, pois desejam resultados imediatos, mas o Zen não é para aqueles que querem o caminho mais fácil e buscam resolver os problemas instantaneamente. O Zen é para as pessoas com a cabeça em chamas. O que mobiliza as pessoas à realização espiritual são as angústias e sofrimentos.

O sofrimento – O caminho para a realização espiritual

Deve haver o desejo de buscar algo maior que mobiliza a prática da meditação como meio de libertação dos sofrimentos, angústias e inquietudes. Por isso é que o sofrimento é o caminho para se alcançar a realização espiritual e o corpo humano é a grande oportunidade, pois os homens têm as duas coisas, prazeres e dores.

Mas durante a meditação é muito difícil não pensar em nada, mesmo que seja uma coisa banal e sem importância, estamos o tempo todo pensando e com a mente trabalhando. O Monge Genshô diz que o objetivo não o é pensar em não pensar e que, quando está em meditação, “não se trata de “não pensar”, mas sim de ficar prestando atenção completa a este momento presente, que é a forma de pensar, não elaborando, não julgando, não conversando consigo msmo, não usando palavras nem nada, apenas percebendo”.

Dessa forma, a nossa mente está sempre em funcionamento, em constante mutação e desenvolvimento, vigilante a atenta. E a meditação é isso, a necessidade de vigília, de atenção e mente alerta.

O sofrimento – O caminho para a realização espiritual

Muitos são os sofrimentos e dores humanas e a insatisfação que consome a nossa energia, é fruto das atividades e estilo de vida dom mundo contemporâneo. Imaginamos que, mais ou menos conscientemente, quanto mais multiplicamos nossas atividades, mais sensações se intensificam e mais a nossa insatisfação é reprimida. Na realidade, muitos são aqueles que estão à deriva, sem rumo, pois não veem outra forma a não ser aceitar o modo de vida atual. Sentem-se desarmados, mas não veem outra solução, pois o estilo de vida e as práticas que visam a transformação do ser estão fora de moda, além de serem opostas ao comodismo e as facilidades que a vida contemporânea prega.

As técnicas de meditação visam transformar a mente. Não é necessário atribuir-lhes um rótulo religioso particular. Cada um de nós tem uma mente, cada um pode trabalhar com ela.

por Rodrigo Longo

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Dados do Artigo:

O sofrimento – O caminho para a realização espiritual
Espiritualidade
A meditação busca melhorar o contato com nós mesmos, a fim de, gradativamente, eliminar os sofrimentos e angústias e alcançar a paz de espírito. Saiba mais!

Fontes:
MEDITAÇÃO E CURA!
16 de setembro de 2013 – Disponível em:  http://budavirtual.com/2013/09/16/meditacao-e-cura/

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