O ciúme é algo que está presente em diferentes contextos e culturas desde que o mundo existe. Na história vemos diversos exemplos de ciúmes e suas manifestações através da arte como a música, a dança, a pintura, a literatura, etc. Assim, o ciúme toma forma em diferentes aspectos, do normal ao doentio.

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Ciúme

Do normal ao doentio

Pode-se dizer que o ciúme consiste no medo que a pessoa sente em perder a importância na vida do outro, acreditando na possível perda do companheiro (a) para um rival real ou imaginário. É uma mistura de sentimentos que surgem através do ciúme, como a apreensão diante da possibilidade de ser abandonado, rejeitado e traído, além do receio de deixar de ser amado.

tipos de ciume

Existem pessoas que enxergam o ciúme como algo destruidor e pessoas que o entendam como algo protetor da relação. O último acontece com pessoas extremamente apegadas às relações interpessoais, que são muito dependentes do outro e que não conseguem viver e serem felizes sozinhas. Nesse caso emoções e sentimentos que tenham a finalidade de proteger o outro de outras relações podem ser entendidos como ciúme.

Porque sentimos ciúme?

A crença de que muitas pessoas traem gera ansiedade e angústia ao relacionamento, bem como a dúvida e incerteza sobre o verdadeiro “amor eterno” aumenta a probabilidade do ciúme aparecer. Dessa forma, o ciúme teria como função a manutenção da relação com o parceiro.

A causa do ciúme pode ou não ser real e ele pode surgir até mesmo sem nenhuma causa ou motivo. Muitos casos de traição podem gerar traumas irreversíveis levando as pessoas a generalizarem e projetarem a infidelidade a traição para novos relacionamentos. O novo parceiro (a) passa a ser olhado como um potencial traidor, o que gera comportamentos de controle e conflitos.

tipos de ciume

Há também fatores apoiados que justificam o ciúme, como a baixa autoestima e a insegurança, desconfiança, tristeza, incerteza no relacionamento, interferência de terceiros e o tipo de relação.

Muitas pessoas referem ao ciúme como algo normal em todas as relações, como também a falta dele pode representar a falta de interesse ou de amor. Dessa forma, torna-se difícil saber quando o ciúme é normal ou patológico, até porque quando mostramos a pessoa ciumenta que seu comportamento controlador afeta o outro, ela tenta se defender ou negar justificando seus atos e comportamentos como algo normal e saudável.

Então pode-se supor que o ciúme passa a ser doentio quando causa sofrimento para ambas as partes, adoecendo a relação. Quando o ciúme é doentio, a relação parece não ser agradável, os conflitos e discussões são frequentes e tanto a pessoa ciumenta como a que é alvo do ciúme aos poucos vão perdendo a paz. Normalmente quem é alvo do ciúme começa a se afastar da pessoa ciumenta, que por medo de perder acaba perdendo.

Características da pessoa ciumenta

– Baixa autoestima ;

– Insegurança;

– Duvida do outro e de si mesma;

– Não precisa de provas para alimentar o ciúme;

– Obsessão;

– Deposita expectativas irreais no outro e na relação;

– Visão ilusória e idealizada a respeito do outro, da relação e do amor (visão platônica do amor incondicional). A pessoa ciumenta não consegue praticar o amor construtivo e diário, respeitando as limitações do outro e de si mesma;

Dependência emocional;

– Carência afetiva exagerada;

– Atitudes compulsivas na procura de eventos que comprovem a infidelidade;

– Questionamento frequente do parceiro (Onde você estava? Com quem você estava? Porque está agindo estranho?);

– Delírios e distorções da realidade.

Em muitos casos o ciúme se torna uma obsessão e permanece presente o tempo todo no pensamento da pessoa. Assim o ciúme começa a causar sofrimento para o ciumento e para a vítima do ciúme, tornando a relação insuportável. Quando o ciúme é delirante pode gerar violência, agressões e homicídio.

O ideal é buscar o equilíbrio, pois a ausência pode demonstrar a falta de interesse pelo outro, mas o exagero pode gerar muito sofrimento.

por Rodrigo Longo

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Dados do Artigo:

Ciúme – Do normal ao doentio
Saúde Emocional

Existem pessoas que enxergam o ciúme como algo destruidor e pessoas que o entendam como algo protetor da relação. Saiba mais!

Fonte:

por Catarina Oliveira Lucas – 2013
http://www.psicologia.pt/colunistas/imprimir_colunista.php?id=128
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