“A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria”. Esta frase, atribuída ao compositor alemão Ludwig van Beethoven, resume bem a nossa convivência com a música: há aquelas que nos faz sorrir e nos alegra. E há melodias para os dias tristes. Podemos expressar os mais variados sentimentos através da música e isso pode ser utilizado em forma terapêutica, também chamada de musicoterapia.
Há diversas pesquisas que comprovam que a música pode ser uma grande aliada no tratamento de diversas doenças, inclusive a dependência química. “Na prática clínica podemos observar os benefícios de outras áreas do conhecimento contribuindo para recuperação do dependente químico como, por exemplo, a musicoterapia e atividade física”, explica a psicóloga Ana Laura Parlato, especialista em dependência química e diretora terapêutica da Clínica Viva.

A dependência química envolve diversas questões que precisam ser tratadas, por isso, apenas a musicoterapia não resolve

Ana Laura explica que a música contribui para que o dependente químico possa relaxar, praticar a espiritualidade e utilizá-la como estímulo para se distrair, evitando pensamentos obsessivos em relação ao uso de drogas. Com a música também é possível desenvolver a capacidade de atenção e concentração, diminuir a ansiedade e encorajar comportamentos saudáveis.
A dependência química envolve diversas questões que precisam ser tratadas, por isso, apenas a musicoterapia não resolve. É o que chamamos de doença multifatorial. No tratamento, a música é um coadjuvante opcional, assim como a atividade física, arteterapia, entre outras opções. “Para que o tratamento seja eficaz, é necessário diversas técnicas e procedimentos. Por isso é necessário uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, psicólogos, professores, nutricionista, enfermeiros e assistência social”.
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
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