Como vimos no 1º Passo, a admissão é a condição básica para a recuperação e libertação de tudo o que nos aprisiona e nos torna dependentes, seja das drogas e do álcool, ou de qualquer apego ou cárcere emocional. Mas muitas vezes é difícil admitirmos que somos fracos, impotentes, que somos deficientes como pessoa, que estamos doentes, ou qualquer outro tipo de fraqueza humana. O orgulho, a vergonha, a culpa, a desesperança, são entraves, pedras no nosso caminho e que retardam qualquer tipo de cura e libertação.
            Muitas vezes achamos que estamos loucos, perturbados emocionalmente, que somos incapazes de sermos normais.
            Outras vezes nos cobramos demais por acharmos que estamos fazendo alguma coisa errada e falhando no programa de recuperação, considerando qualquer erro ou tropeço um sintoma de recaída. Na verdade essa cobrança exagerada, a culpa, a vergonha, podem levar-nos a esconder os sinais de aviso, pois guardamos para nós o que estamos sentindo, não pedimos ajuda, não conversamos sobre o assunto com os amigos de recuperação.
            Quanto mais mantemos escondidos os nossos sentimentos e emoções, mais fortes os sinais de aviso se tornam. Assim tentamos lidar sozinhos com estas dificuldades, mas falhamos, por não pedirmos ajuda. Quando esse círculo vicioso se instala, começa a ficar difícil a recuperação, o estado de ânimo e motivação começam a perder o sentido e acreditamos que, para nós, não existe mais esperança.

            Cuidado com os seus pensamentos, gerencie-os, exponha seus sentimentos, argumente, peça ajuda sem vergonha, não reprima. Os pensamentos não gerenciados e sentimentos reprimidos são venenos para a nossa alma, para o nosso coração e, conseqüentemente, para a nossa sobriedade.
Autor: Rodrigo Longo
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
Referências Bibliográficas:
  • Programa de Prevenção à Recaída
    Autor: Pablo Kurlander
    Comunidade Terapêutica Nova Jornada
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