Como na fase da negação nesta fase não queremos pensar em qualquer coisa que possa trazer de volta os sentimentos dolorosos e desconfortáveis. A necessidade da renúncia de certos objetos de compulsão é fundamental, como o sexo, o dinheiro, comida, trabalho excessivo, religião (fanatismo), etc. Vale a pena lembrar que alguns dos objetos da compulsão, aparentemente perecem não serem nocivos, como o trabalho e a religião, mas que em excesso são tão prejudiciais quanto qualquer outro.
            Assim, começamos evitar tudo o que possa nos levar à uma análise de nós mesmos. Quando nos fazem perguntas diretas sobre o nosso bem-estar, nos esquivamos, mudamos de assunto, respondemos com agressividade e ficamos na defensiva, pois não queremos mexer na ferida. 
            Existem uma série de sintomas relacionados a comportamentos defensivos e mecanismos de defesa que utilizamos, muitas vezes sem percebermos, para evitarmos o contato com a realidade e com nós mesmos.
            Todos os sintomas a serem descritos acontecem sem que percebemos, e quando damos conta, seja pelo orgulho ou pelo medo, não procuramos ajuda, não admitimos e as vezes até agimos com agressividade quando alguém toca no assunto que tanto nos incomoda.

           No próximo texto iniciaremos apresentando um sintoma muito comum nesta fase,“A crença mágica de que nunca mais vamos beber ou usar drogas – sensação de cura”. Embora tenhamos percorrido todo um processo de recuperação, “não estamos curados”, é preciso manutenção diária com a nossa sobriedade, rever nossos atos e pensamentos, sermos honestos com nós mesmos e procurar ajuda sempre quando percebermos algum destes sintomas já descritos anteriormente.
Autor: Rodrigo Longo
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
Referência Bibliográfica:
  • Programa de Prevenção à Recaída
    Autor: Pablo Kurlander
    Comunidade Terapêutica Nova Jornada
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