Os co-dependentes químicos, são seres humanos, visivelmente afetados, na maior parte das vezes, até fisicamente, pela convivência com um ou mais dependentes químicos. E tem uma enorme dificuldade em pedir e aceitar ajuda.

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          Os co-dependentes se fazem muitas perguntas:

Se a pré-disposição orgânica para desenvolver o abuso de drogas é do meu familiar, filho ou filha, como é que sou eu que preciso de ajuda ?
É meu marido ou minha mulher quem bebe, porque eu devo me tratar?

Quem é o co-dependente?

É o familiar, o colega de trabalho, o chefe, o amigo, é o vizinho, e todos que procuram remover as conseqüências dolorosas do abuso de drogas do dependente, para e pelo dependente, com a intenção de minimizar ou de esconder o ocorrido, facilitando a vida do dependente químico.

Todo aquele que está emocionalmente ligado e oferece seus sentimentos e sua vida para “proteger seu dependente”, visando impedir que comportamentos anti-sociais tornem-se transparentes, é um co-dependente.

E o co-dependente que age assim, escondendo os fatos que se constituem numa vergonha para todos por total desinformação, imagina que está ajudando, na realidade está ajudando a que possíveis pedidos de tratamentos e/ou internação sejam adiados.

É o famoso “CARROSSEL DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA: no centro, o dependente químico agindo e ao redor… os co-dependentes estão reagindo, todos estão vivendo em função do dependente. O dependente se droga, fica doidão e os outros reagem a sua drogadição e as suas conseqüências, o dependente responde as essas reações e se droga novamente, estabelecendo o carrossel da dependência química.

Os co-dependentes precisam ter coragem de colocar limites, fazendo parar de girar o Carrossel e de desligar-se emocional mente do dependente, e sentindo seu próprios sentimentos e vivendo suas próprias vidas. Como os co-dependente conseguirão entrar em recuperação ? Informando-se, fazendo psicoterapia , e sobretudo freqüentando as salas dos grupos de mútua ajuda , o ALANON, NARANON, AMOR EXIGENTE.

A partir da aceitação da co-dependência, realizam o maior ato de amor, conscientizaram-se de que a melhor ajuda e única possível é a mudança de nós. Fortaleceram-se. porque compreenderam, o que não é firme não pode servir de apoio.

O escritor Leon Tolstói escreveu:

“Todas as famílias que são felizes são iguais, mas cada família que é infeliz, o é a sua própria maneira”.

Para tanto apresentamos as duas famílias:

a família do dependente, antes ou seja, na drogadição e…
a família do dependente, depois ou seja, em recuperação.

1-A FAMÍLIA DO DEPENDENTE ANTES OU NA DROGADIÇÃO

A sua estrutura familiar é a seguinte:

• o segredo familiar em esconder o problema da dependência, a isso se isola e ainda não funciona direito.
• com o agravamento do dependente, os filhos ficam órfão de pais vivos.
• os co-dependentes são pessoas que amam demais o dependente.
• os co-dependentes criam novos comportamentos e papeis, para diminuir ou aliviar a sua dor.
• ocorre a generalização: a maioria dos familiares são atingidos pelo problema da dependência.
• não há comunicação entre os co-dependentes, ninguém não diz os seus sentimentos para outra pessoa.
• o certo e o errado é uma verdadeira confusão, usa-se muito os extremos (tipo: o dependente já está curado).
• procuram mentir, quando o mais fácil seria dizer a verdade.
• os co-dependentes se acham pessoas diferentes, pôr se acharem culpados.

2- A FAMÍLIA DO DEPENDENTE SÓBRIA – EM RECUPERAÇÃO

A família é calor mais respeito e mais disciplina, apontadas pelas características relacionadas:

• reconhece, identifica e afirma os seus sentimentos,
• ensina a ouvir atentamente e ativamente,
• permite que todos cresçam cada um no seu espaço,
• todos competem sem serem competitivos,
• reconhece e apoia o trabalho de cada um, e opera com amor.

Fonte: Psicóloga Márcia Viana – Recanto Maria Rereza – Cotia – SP

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